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Gases de Efeito Estufa / Emissões atmosféricas
O nosso Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEEs) já é feito há três anos, abrangendo emissões diretas e indiretas.
Em 2009, as emissões totais da Empresa foram de 1.656.238 toneladas de CO2e, sendo que as emissões diretas foram de 1.629.277 toneladas de CO2e, representando 98,37% do total. Emissões indiretas, relacionadas ao consumo de energia elétrica e ao consumo de diesel de frotas terceirizadas, representaram 1,63% do total, equivalentes a 26.960 toneladas de CO2e.
A nossa principal fonte de emissões é a queima de combustíveis fósseis como o óleo BPF e o carvão mineral, usados no processo de pelotização, e o consumo de óleo diesel nos caminhões fora da estrada, na mineração.
Os resultados de 2009 foram:

O nosso Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa de 2009 foi auditado por uma instituição independente.
As emissões de gás carbônico, em 2009, ficaram no patamar de 96 Kg de CO2e por tonelada de pelota, contra 93Kg de CO2e por pelota em 2008, um aumento de 3,23%. A razão para isso foi a descontinuidade do processo produtivo no primeiro semestre de 2009, em função da crise econômico-financeira mundial. Isso exigiu constantes reaquecimentos dos fornos, o que demandou maior consumo de combustíveis fósseis, como carvão mineral, coque de petróleo e óleo combustível.
Além disso, foi ampliado o mapeamento das emissões de gases de efeito estufa, aumentando a base da pesquisa; 100% da frota terceirizada que presta serviços para a Empresa passaram a ser contabilizados.

Resultados
No ano de 2009, as emissões totais da Samarco caíram 3,48% em relação a 2008. Este resultado não só é atribuível à crise econômico-financeira internacional, que afetou a produção da Empresa, mas também é fruto das medidas de eficiência energética tomadas, sobretudo na Usina 1, em Ponta Ubu, com redução do consumo de óleo combustível. Em Germano (MG), medidas de redução de consumo de diesel em frotas off-road também contribuíram para a redução das emissões.
Em relação às emissões de materiais particulados na unidade de Ubu (ES), temos os seguintes resultados:
A emissão de material particulado para a atmosfera é um aspecto relevante em nossa operação, e merece um cuidado especial em nossa gestão ambiental.

A redução em 2009 foi ocasionada principalmente em função de nossas operações nas plantas no período de redução de demanda de pelotas de ferro no mercado internacional, durante o primeiro semestre.

As emissões específicas de partículas mantiveram-se estáveis e não indicaram anormalidade durante as operações das usinas, comparando-se com períodos anteriores.
Monitoramos continuamente as emissões de material particulado, em seis ou cinco chaminés principais dos fornos de pelotização em Ubu. Além desse monitoramento constante, são realizadas medições periódicas de gases nas referidas chaminés e em outras fontes de emissões.
Perspectivas

A diminuição verificada deve-se à redução das emissões nos fornos de pelotização.

As reduções das emissões refletiram na diminuição das concentrações de material particulado, medidas nas estações de monitoramento da qualidade do ar instaladas nas nossas comunidades vizinhas em Ubu.

Para 2010, com o projeto de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), validado pela consultoria DNV (uma empresa de certificação da Noruega) e aprovado pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT, está prevista a troca de matriz energética nos fornos, deixando de ser usado o óleo combustível, sendo substituído pelo gás natural, uma fonte de energia mais limpa. A previsão é que isso diminua as emissões totais em 10% (em torno de 160 mil toneladas de CO2e). Em 2010, com a implantação desse projeto, a Samarco poderá comercializar créditos de esidu, com a possibilidade de ganhos estimados em até US$ 2 milhões por ano.
No dia a dia, buscamos medir, também, a emissão de fumaça de veículos a diesel de fornecedores. Essa medição é feita pelo próprio empregado da empresa contratada, por meio de aparelho manual que usa a Escala de Ringelmann, que verifica a tonalidade da fumaça emitida.
Em 2010, parte da frota diesel da Samarco em Germano (MG) passará a ser monitorada com o uso de opacímetros (instrumento portátil constituído por um banco ótico, sonda – cabo inserido no escapamento – e maleta com cabos e que é utilizado para medição da quantidade de fumaça preta emitida por veículos a diesel), instrumento que já é usado na unidade Ubu (ES).
Outro aspecto ambiental importante é a emissão de poeira fugitiva. Contamos, em Germano (MG), com uma estação de monitoramento Hi-Vol (amostrador de grande volume). Nessa estação, a poeira é captada 24 horas, de seis em seis dias, e fica retida nos filtros. Dessa forma, é possível medir a qualidade do ar na região.
Estudo Epidemiológico
No município de Anchieta (ES), em cumprimento a uma condicionante da Licença de Operação da terceira usina, foi realizado um estudo epidemiológico, a fim de avaliar a qualidade do ar na região e sua relação com a saúde da população no entorno da nossa unidade industrial. O estudo foi executado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com órgãos da saúde, meio ambiente e educação estaduais e municipais. O objetivo foi obter informações, por meio do monitoramento da qualidade do ar, para avaliar os efeitos das concentrações de poluentes emitidos por fontes industriais e outras fontes sobre a saúde da população.
Durante um ano, os pesquisadores da USP avaliaram o nível da qualidade do ar nas comunidades vizinhas da unidade industrial. Adicionalmente, outros dados foram necessários para fundamentar o estudo, como exames respiratórios em crianças e adolescentes de 8 a 16 anos e levantamento de internações hospitalares e de nascidos vivos nas secretarias municipais de Saúde de Anchieta e Guarapari.
O estudo de campo foi concluído em maio de 2009 e os resultados foram apresentados em janeiro de 2010, para as comunidades, ONGs e órgãos públicos. Mais informações sobre este Estudo podem ser obtidas no site da Samarco (www.samarco.com).
O monitoramento da fumaça emitida por veículos e equipamentos a diesel é feito trimestralmente, por todas as áreas da Samarco e pelas contratadas. A norma existente foi atualizada em 2010 Relato 2009!, para um maior controle das inspeções realizadas, e estabelece o procedimento para descrever como é feito o monitoramento da fumaça dos equipamentos de mineração e demais veículos a diesel. Também descreve o procedimento usado para realizar a medição da emissão de fumaça usando a Escala Ringelmann. O equipamento / veículo, ao passar pelo monitoramento, recebe um selo verde, para que possa trafegar nas áreas da Empresa; caso contrário, terá que passar por manutenção, de forma a atender os parâmetros exigidos pela Samarco e para passar por novo teste, a fim de receber o selo verde.