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Água e outros recursos naturais
As plantas industriais da Samarco contam com tratamento total de esgoto e efluentes industriais, reuso de água e geração de energia, por meio das usinas hidrelétricas de Muniz Freire (ES) e Guilman-Amorim (MG), responsáveis por 26% da energia consumida na Samarco.
No que diz respeito à nossa gestão de recursos hídricos, temos três grandes diretrizes:
a) Diminuir a captação de água nova.
b) Aumentar o reaproveitamento de água com relação ao lançamento de efluentes.
c) Assegurar a adequada qualidade da água a ser descartada dos sistemas de tratamento de efluentes.


As nossas captações ocorrem em Minas Gerais, na unidade industrial de Germano e nos municípios de Mariana, Ouro Preto e Matipó. São utilizados os rios Piracicaba, Gualaxo do Norte e Matipó e a Barragem de Santarém (onde acontece a maior captação e onde temos o maior volume de recirculação, com 2.700 m3 por hora).
Responsabilidade com o meio ambiente
Por meio de outorgas, em Minas Gerais a água é captada em corpos d’água; depois de utilizada na separação do minério, parte da água é tratada e retorna aos rios e parte é utilizada para o transporte do concentrado de minério, via minerodutos.


A outorga é uma autorização para se retirar uma determinada quantidade de água de um rio, dentro do limite estabelecido pelas leis ambientais, para a utilização na atividade industrial, no nosso caso. Nas nossas outorgas, assumimos o compromisso de usar esses recursos de forma racional e com responsabilidade.
É importante frisar que a outorga não dá ao usuário a propriedade sobre a água. A captação é monitorada pelos órgãos ambientais e, caso ocorra redução da vazão do rio, pode ser suspensa a qualquer momento.
Por conta disso, mantemos seis estações de monitoramento de vazão de corpos d’água, em Minas Gerais.
O uso da água no processo da Samarco sempre foi pensado de maneira integrada, considerando toda a operação, de Minas Gerais até o Espírito Santo. Toda a água que chega à unidade de Ubu (ES) por meio dos minerodutos, misturada com o minério, é tratada e armazenada em uma barragem industrial, denominada Barragem Norte, para posterior utilização no processo produtivo. Desta forma, nas usinas de pelotização, toda a água consumida no processo produtivo é proveniente do reaproveitamento da água que chega pelo mineroduto. O excedente desta água tratada é enviado para a lagoa de Mãe-Bá, sempre em condições controladas de monitoramento, devidamente fiscalizados pelo órgão ambiental do Estado do Espírito Santo (Iema). Em 2009, foram vertidos 2.902.966 m3 de água nesse processo, para um volume máximo autorizado por outorga de até 4.600.000m3 por ano.
A rede coletora de efluentes industriais encaminha-os para o Espessador 3 e deste para a Bacia de Polpa. Em seguida, os efluentes líquidos industriais são direcionados, após tratamento, para a Barragem Norte, conforme processo descrito a seguir.
A polpa de minério que chega à Unidade de Ubu (ES), por meio do mineroduto, passa por um processo de separação dos sólidos da água. A fração sólida (minério) é direcionada ao processo produtivo, enquanto que a água é conduzida ao Sistema de Tratamento de Efluentes Industriais da Samarco, que compreende basicamente três etapas:
A Primeira Etapa é realizada no Espessador 3, que tem como finalidade a separação sólido-líquido baseada na sedimentação. Nesta etapa, são adicionados coagulantes para permitir uma adequada agregação de sólidos, de modo a fornecer um “over-flow” (sobrenadante) clarificado, que é encaminhado para a segunda etapa de tratamento.
A Segunda Etapa ocorre na Bacia de Polpa, que tem por objetivo a precipitação natural dos sólidos. Os sólidos precipitados são retirados da Bacia por meio da draga e encaminhados para Bacias Auxiliares, para secagem natural e posterior reaproveitamento no processo. O efluente da Bacia de Polpa é direcionado à terceira etapa de tratamento.
A Terceira Etapa (ETTEI) tem a finalidade de promover a precipitação dos sólidos suspensos na água proveniente da Bacia de Polpa, por meio do fenômeno de coagulação e floculação, que ocorre no canal floculador. O efluente tratado é então encaminhado para a Barragem Norte.
É importante ressaltar que a água utilizada no processo produtivo é captada da Barragem Norte. Temos, assim, um circuito fechado de recursos hídricos.





