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Margem bruta
A queda de 16,9% na margem bruta, em moeda doméstica, no período de 2009 (2009 – 51,6% versus 2008 – 62,1%), deve-se, principalmente, à redução do faturamento bruto em Reais (38,9%).
Apesar disso, as medidas de austeridade em custos de operação, praticadas desde o início da crise econômico-financeira, resultaram numa redução de 14,3% no custo dos produtos vendidos, de R$ 1.362,2 milhões em 2009 (US$ 705,9 milhões) versus R$ 1.580,3 milhões em 2008 (US$ 888,2 milhões), mesmo com o maior volume de vendas totais em 2009 (9,8%). Contribuindo para mitigar as perdas na receita, podem-se destacar os nossos esforços operacionais no desenvolvimento de soluções e aquisição de produtos alternativos nos processos industriais; além da redução do preço de alguns insumos, como o óleo combustível (22,9%) e o amido (9,9%).
É válido destacar o impacto com capacidade ociosa do parque industrial de R$ 117,4 milhões (US$ 54,0 milhões), em face da baixa demanda por produtos no primeiro semestre de 2009, versus R$ 40,0 milhões (US$ 17,3 milhões) de 2008, esta registrada como despesa operacional, conforme item 13 do CPC 16 Estoques.
Em relação à margem bruta, em Dólares Norte-Americanos, observou-se uma redução de 24,4% (2009 – 46,5% versus 2008 – 61,5%), também desfavoravelmente impactada pela apreciação da moeda brasileira frente ao Dólar Norte-Americano (25,5%), sobre o nosso custo de produção.